Parabéns aos primeiros profissionais certificados em UX em Portugal!

Parabéns aos primeiros profissionais certificados em UX em Portugal!

Parabéns aos profissionais das primeiras turmas realizadas em Portugal que receberam a UX-PM Certification nos Níveis 1, 2 e 3, em março de 2018, em Lisboa!

Foi uma experiência muito rica para os instrutores Mercedes Sanchez e José Gil conhecer e interagir com profissionais de Portugal interessados em aumentar seu conhecimento de UX e em levar para suas empresas novas abordagens de negócio com foco na Experiência do Utilizador!

Depoimentos de quem fez a UX-PM Certification em Lisboa

“A Certificação UX-PM 3 mostrou-me toda uma abordagem nova sobre o processo de liderança de UX e que temos de ter em conta muitos pontos para chegar a uma boa solução. Fiquei cheia de vontade de continuar a implementar ideias e de mostrar que UX tem ainda mais importância do que eu considerava.”
Neuza C., UI/UX Designer, OLX Portugal

“O Nível 3 é muito importante para repensar o papel de UX numa empresa e a forma como foi abordado deu muitos exemplos e use cases para perceber melhor, e também forneceu ferramentas para aplicar no dia a dia no trabalho. Recomendaria, uma vez que fornece muito material para levar de volta e aplicar no trabalho no dia a dia. Notou-se muito a experiência e os exemplos práticos que foram apresentados pela Mercedes e pelo José, o que foi uma grande mais valia para a formação.”
Marilia M., Head of UX/CX, Readiness IT

“Achei muito útil para conseguir estruturar melhor o meu trabalho no dia a dia. Irei com certeza aplicar algumas das metodologias abordadas no curso. Aconselho vivamente o Nível 3 a profissionais que não tenham ainda tido contacto com funções de gestão em UX.”
Patricia F., UX Designer, OLX Portugal

“A Certificação UX-PM 2 é bem completa e passa por todo o processo de UX em um projeto. O conteúdo é bastante atualizado, numa área que sofre mudanças rápidas, além de os instrutores terem bastante experiência e conhecimento. Achei O Nível 3 bastante útil também, e vai me ajudar a rever os processos de UX dentro da minha empresa. Ótima Certificação para quem deseja tornar o processo de UX mais maduro na companhia onde trabalha.”
Ruan T., UX Specialist, OLX Portugal

“Para profissionais que trabalham comigo e que não são da minha área diria que seria essencial fazerem este curso (UX-PM 2), porque ajuda a compreender melhor todo o processo de desenho de um serviço ou produto. Acho também que seria essencial para os designers gráficos e que trabalham exclusivamente com interface para eles perceberem todas as técnicas de estudo do produto que estão a desenhar.”
Neuza C., UI/UX Designer, OLX Portugal

UX é importante para todos os profissionais

UX é importante para todos os profissionais

Muitos profissionais não querem mais participar da criação de produtos e serviços que entregam uma experiência ruim para o cliente final.

E quem são esses profissionais?

São engenheiros, desenvolvedores, programadores, analistas, gerentes, diretores, executivos, pessoas que trabalham com marketing, tecnologia, produto, projetos, vendas, finanças, recursos humanos… gente de todas as áreas de negócio, profissionais que já perceberam que User Experience começa a fazer parte de todos os projetos da empresa.

Engana-se quem pensa que criar produtos e serviços melhores é tarefa de um único tipo de profissional, o UX designer ou o especialista em UX.

É tarefa de todos pensar como designers

User Experience (UX) já é – e vai ser cada vez mais – responsabilidade de todos os profissionais, e cada um tem que dar a sua contribuição de acordo com a sua expertise, mas sempre com foco na melhor experiência para o cliente final.

Muitas empresas estão adotando o Design Thinking como metodologia de trabalho, e o “pensar como designers” faz parte do dia a dia de companhias que até pouco tempo seguiam tocando seus projetos nos modelos tradicionais de organização e gestão.

Esses modelos tradicionais já não são mais a melhor alternativa de negócio no mundo atual. Os consumidores hoje têm outras necessidades, outros parâmetros, e estão cada vez menos tolerantes com as marcas que não oferecem o que eles querem e precisam de forma satisfatória.

Como as empresas estão revendo seus modelos e processos internos, elas demandam profissionais com novos conhecimentos, diferentes atitudes, que possam se alinhar e contribuir de forma relevante nesse novo contexto de negócios.

À medida que UX vai rapidamente se tornando um diferencial chave no cenário empresarial moderno, todos os profissionais, independente da sua área de atuação, serão convidados a trazer User Experience para a sala de reunião e a apresentar sua contribuição para a estratégia de negócio da empresa.

Esteja preparado!

Não perca a oportunidade de se inscrever no Nível 1 da UX-PM Certification, a primeira certificação internacional com foco em projetos, produtos e serviços, que chega a Portugal nos dias 12 e 13 de março.

Todos os profissionais, de todas as áreas podem participar do Nível 1 da UXPM Certification. Esse nível é focado em você, que quer entender o conceito de UX e que precisa aprender como incluir UX na sua rotina de trabalho.

As inscrições vão até o dia 1 de março e estão com preços especiais de lançamento para os 3 níveis da Certificação.

Não perca essa oportunidade. Sabia mais sobre a UX-PM Certification em Portugal, veja os depoimentos de quem já fez, e participe!  Acesse bit.ly/uxpmLisboa

Empresas que não oferecem uma boa experiência a seus clientes vão crescer menos em 2018

Empresas que não oferecem uma boa experiência a seus clientes vão crescer menos em 2018

O relatório anual “Customer Experience Index (CX Index)” da Forrester Research, que mede como grandes marcas globais tratam seus clientes, aponta que 30% das empresas no Reino Unido vão crescer menos em 2018 porque não estão oferecendo o que seus clientes esperam e desejam.

Nos Estados Unidos o relatório apontou que em 2017 não houve avanços na experiência do cliente entre as grandes empresas pesquisadas anualmente. A maioria ficou na mesma posição no ranking anual e algumas poucas que eram classificadas como excelentes perderam a posição porque seus clientes consideraram que a experiência piorou.

Para avaliar e classificar as empresas, a Forrester Research faz centenas de milhares de entrevistas com consumidores em cada país. Os pesquisadores querem saber como as pessoas se sentem em relação às empresas, se acreditam que suas necessidades estão sendo atendidas de forma efetiva, de forma fácil e agradável.

Pelos últimos resultados, os clientes não andam lá muito felizes com as marcas. Por outro lado, especialistas apontam que as empresas não têm dedicado esforços reais para cativar, manter e encantar seus clientes.

O consultor e escritor inglês Shaun Smith disse em artigo recente que as empresas estão falando muito e fazendo pouco em se tratando de experiência do cliente.

“Para muitas marcas, o engajamento dos clientes se resume a obter curtidas, sem nem saber direito com que objetivo, e a perguntar toda hora, em todos os pontos de contato, o quanto a pessoa ficou satisfeita”, diz Shaun.

Muitos clientes estão ficando desiludidos com as empresa porque não sentem que elas se importam de verdade com eles.

As lideranças de muitas empresas têm demonstrado uma obsessão crescente em obter “quick wins” (vitórias rápidas — porém pouco duradouras) por meio de soluções superficiais, ao invés de trabalhar duro para oferecer experiências que criem um valor real e sustentável para os seus clientes.

O sucesso duradouro vem para as empresas que investem de forma responsável e profissional em conhecer mais e melhor o que as pessoas precisam, não apenas oferecendo bons produtos e serviços, mas também surpreendendo seus clientes com experiências positivas e provocando neles as melhores emoções: confiança, encantamento, felicidade, respeito, valorização.

Mas que fique claro: experiência positiva não é blá-blá-blá nem tem que ser algo espetacular ou “disruptivo”.

Pode ser algo bem simples, como a solução para um problema cotidiano, que acaba gerando um sentimento de alívio, felicidade, satisfação, e por consequência, de confiança, respeito e fidelidade pela marca que proporciona tudo isso.

3 tipos de métricas de UX para negócios

3 tipos de métricas de UX para negócios

Usabilidade

As métricas de usabilidade focam no quão fácil é para os utilizadores realizar tarefas no seu site ou aplicativo. Essas métricas incluem o tempo na tarefa, a taxa de sucesso nessa tarefa e a facilidade de realizá-la. É possível também incluir métricas mais específicas, tais como, reconhecimento de ícones, navegação em menus, performance da busca etc.

Com um teste qualitativo de usabilidade é possível analisar fluxos e interações e os sentimentos envolvidos, como por exemplo, satisfação, frustração e hesitação.

Os testes de usabilidade são a técnica mais utilizada para verificar o quanto uma interface é fácil de usar. Em geral é uma metodologia qualitativa, onde um especialista observa entre 5 e 12 usuários realizarem tarefas no site ou aplicativo. Para obter métricas é necessário realizar os testes de usabilidade com amostras maiores — no mínimo 20 utilizadores.

Também se pode obter dados quantitativos com testes de usabilidade. Para isso são realizados testes remotos não moderados, através de ferramentas online, para obter métricas específicas. Neste caso os estudos normalmente são feitos com 100 ou mais utilizadores.

Engajamento

O engajamento é uma das métricas mais utilizadas em vários sites. Entendê-la pode trazer uma contribuição real para avaliar o quanto as pessoas interagem com um site ou aplicativo: quanta atenção dedicam a ele, quanto tempo gastam em determinado fluxo, quão felizes se sentem a respeito dele, o número de acessos da página ou até compartilhamento nas redes sociais.

O tempo é um fator essencial nas métricas de engajamento mas pode ser combinado com outras medições, como exibições de página, rolagem de determinados intervalos da página ou um fluxo de ação. O engajamento não é fácil de entender e produz melhores resultados quando combinado com percepções qualitativas.

Conversão

A conversão é a métrica mais utilizada e a que mais preocupa as empresas, porque mostra se o site está rendendo o esperado ou não. A conversão pode se referir ao número de vendas efetuadas, no caso de um ecommerce, ou a outros indicadores, como por exemplo: o número de pessoas que se cadastraram para receber uma newsletter ou o número de pessoas que clicaram numa propaganda.

A matemática é simples: dividi-se o número de vendas (ou de outro indicador) pelo número de visitantes que entraram no site e aí se obtém a taxa de conversão. Claro que pode ser mais complicado do que isso, mas esse é o conceito geral. Se o site recebeu 1.000 visitas e foram vendidos 10 produtos, a taxa de conversão foi de 10/1.000 = 1%.

Para saber porque sua taxa de conversão é baixa ou porque começou a cair de repente é recomendável realizar testes de usabilidade com utilizadores reais, típicos do público alvo, e observar como eles utilizam o site ou aplicativo, onde têm dúvidas, onde não sabem o que fazer e porque acabam desistindo.

Não adianta perguntar aos utilizadores por que eles desistiram da compra. É necessário observar o que eles fazem. Só assim você só vai saber mesmo porque seu site não converte, onde estão ocorrendo os problemas e o que deve ser feito para resolvê-los.

Em 2050 haverá 100 milhões de profissionais de UX no mundo

Em 2050 haverá 100 milhões de profissionais de UX no mundo

E isso é muito? Quantos milhões de outros profissionais existem no mundo? Sinceramente eu não sei, nunca tive curiosidade de buscar esse tipo de número, mas que parece muito, parece! Especialmente quando a gente pensa nos profissionais de UX nas empresas aqui no Brasil — muitas só tem 1 profissional! Em todo caso, essa é a previsão do mestre e guru Jakob Nielsen, e merece atenção.

Em artigo recente, Nielsen mostra a evolução da quantidade estimada de profissionais de User Experience desde a década de 1950 (sim, já havia 10 profissionais nessa época na Bell Labs!), passando por 2010 (cerca de 100 mil), 2020 (cerca de 1 milhão) e prevê que haverá 100 milhões de profissionais de UX em 2050.

UX professionals in the world, with a logarithmic scale for the y-axis (data from 1950 to 2017 are best estimates; 2018–2050 are forecasts)

Esse número corresponderá a 1% da população mundial, e ele mesmo se pergunta se é realista imaginar toda essa gente trabalhando numa área tão “esotérica” (rs) como User Experience. E ele mesmo responde: sim, porque felizmente UX não será esotérica no futuro!

“A Experiência do Usuário será o principal motor da economia”

UX será um diferencial-chave entre produtos premium, mais valorizados, e produtos comuns, ordinários. Será também a principal maneira de superar o fraco aumento de produtividade que atualmente assola os países desenvolvidos, de acordo com Nielsen.

Quando a produção de maior valor para as economias do mundo está nas mãos dos “profissionais do conhecimento”, o único modo de aumentar a produtividade é utilizar estratégias de design cognitivo e criar produtos e serviços para estender (e não confundir) a mente humana. Tecnologias que negligenciam as características e habilidades dos seres humanos são uma receita para baixa produtividade contínua, nesta época de “economia do conhecimento”.

É fato sabido que UX gera um forte retorno de investimento (ROI) e, segundo Nielsen, isso vai continuar acontecendo à medida que nos voltemos a resolver os problemas de produtividade das economias avançadas, expandindo o objetivo da profissão de UX para além da obsessão atual em obter mais seguidores e curtidas nas redes sociais.

E os outros 99% que não trabalharão com UX?

Segundo Nielsen, 1% da população mundial estará trabalhando com UX e os outros 99% estarão agradecendo aos profissionais de UX por, finalmente, poderem dominar a tecnologia em vez de serem oprimidos por ela. E mesmo que esses 99% da população não percebam que uma parte substancial do crescimento da economia mundial deva ser creditado aos profissionais de UX, ainda assim eles vão apreciar terem enriquecido por causa dos profissionais de UX.

Jakob Nielsen, eloquente como sempre, está realmente muito otimista sobre o futuro da profissão de UX. E descontando um pouco dessa eloquência, eu também estou.

Nesses 15 anos atuando em UX pude ver um crescimento excepcional da Experiência do Usuário nas empresas. Ainda há muito o que fazer para que elas integrem UX adequadamente aos seus processos/projetos e para que os profissionais de UX aprendam a lidar melhor com as questões referentes ao negócio — foco no usuário eles já têm, agora falta melhorar a outra parte.

Espero poder participar da festa quando o counter bater nos 100 milhões de profissionais de UX (rs)! Enquanto isso, continuo minha caminhada, trabalhando, colaborando com as empresas e formando profissionais de UX com mais foco em negócios.

Informações baseadas no texto original de Jakob Nielsen, em inglês.

Como a IBM está treinando seus funcionários para pensar como designers

Como a IBM está treinando seus funcionários para pensar como designers

Esse é o título de uma reportagem publicada há poucos dias na revista Fortune e que traz informações impressionantes sobre as mudanças que tem ocorrido dentro da gigante de tecnologia em direção a User Experience.

Designers da IBM já participaram da certificação internacional UX-PM, então não era novidade para mim que a empresa vem ampliando o seu time de designers, mas me surpreendi com alguns detalhes que aparecem nessa reportagem.

Se você pensa na IBM como uma empresa de engenheiros, que coleciona patentes, fabrica mainframes e que se destaca no campo da Inteligência Artificial com a sua famosa plataforma Watson, vai se surpeender com o que está acontecendo lá dentro.

O maior time de design do mundo

A gigante de tecnologia IBM tem hoje 1.400 designers trabalhando em mais de 20 países que, segundo o jornalista da Fortune, é o maior time de design do mundo.

Em 2017 a companhia lançou um programa de treinamento em Design Thinking que forneceu a 90 mil funcionários conhecimentos básicos sobre essa “nova” metodologia de solução de problemas. E outros 21 mil funcionários estão participando de uma das 3 etapas avançadas do programa.

Aprender a pensar como designers

A IBM está treinando milhares de funcionários dos mais diferentes departamentos para que eles aprendam a pensar como designers.

“Pode parecer meio bobo, mas hoje, quando eu entro em diversos departamentos, eu vejo times de profissionais reunidos, discutindo em volta de ideias colocadas em postits”, disse Diane Paulenich, diretora da IBM que começou a trabalhar lá, no call center, há 32 anos, e participou do treinamento de Design Thinking.

Diane diz que já incorporou os processos de Design Thinking na sua rotina de trabalho, e os usa até mesmo quando está apenas fazendo um brainstorming com sua equipe. Passou a criar Mapa de Empatia com regularidade para as reuniões com clientes como uma técnica para não perder o foco de seu trabalho: “Não pense em você, Diana, pense nos clientes.”

“Good design is good business”

E por que uma empresa como a IBM está investindo em melhorar a experiência de seus clientes? Porque ela é um empresa líder de TI que foca na tecnologia, na qualidade, na inovação, e que compreende o valor que proporcionar boas experiências a seus clientes traz para o negócio.

Lá em 1973, o então CEO da companhia, Thomas Watson Jr., já dizia que o bom design gera bons negócios.

Hoje, o Head de Design, Phil Gilbert, enfatiza que o objetivo final de treinar esses milhares de funcionários para pensarem como designers é atender melhor os clientes e trazer um bom retorno financeiro: “As empresas não se preocupam com o design thinking por si só, elas se preocupam é em obter resultados positivos para o negócio.”.

Para ver a reportagem completa da Fortune em inglês, clique aqui.